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RODEIO BONITO

Obra sobre o Rio da Várzea entra em fase decisiva e avança para conclusão

Nova estrutura já atingiu cerca de 70% de execução e deverá restabelecer a ligação entre Rodeio Bonito e Saltinho após destruição causada pela enchente de 2024.

02/06/2026 22h00Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Paulo de Oliveira - Jornalista/Radialista - Reg.MTE-11.323
AS Produtora
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A construção da nova ponte sobre o Rio da Várzea, responsável por restabelecer o acesso entre Rodeio Bonito e o distrito de Saltinho, avança para uma etapa considerada estratégica da obra. Após enfrentar desafios provocados pelo comportamento do rio nos últimos meses, a estrutura deve ser entregue à comunidade em setembro.

A travessia está sendo erguida no local onde a antiga ponte foi destruída pela enchente histórica de maio de 2024, episódio que interrompeu uma importante ligação regional. Atualmente, aproximadamente 70% da execução já foi concluída.

Embora a expectativa inicial apontasse a finalização para o primeiro semestre deste ano, imprevistos relacionados às condições naturais acabaram exigindo ajustes no planejamento.

Conforme informações do engenheiro civil Bruno Felipe Martins, responsável pelo acompanhamento técnico da obra, as oscilações no Rio da Várzea influenciaram diretamente no ritmo dos trabalhos.

Durante entrevista concedida à Rádio Universal, o profissional explicou que períodos de elevação acima do esperado, registrados no fim do ano passado e novamente entre março e abril deste ano, dificultaram a execução de algumas frentes de serviço.

Entre os fatores que provocaram atrasos está a submersão completa das ensecadeiras, estruturas provisórias utilizadas para viabilizar o trabalho dentro do leito do rio. Em três ocasiões, os equipamentos precisaram ter suas operações interrompidas em razão das cheias.

Por depender das condições climáticas e do comportamento das águas, a obra exige constante readequação do cronograma. Mesmo assim, a previsão atual segue apontando conclusão para setembro.

Estrutura ganha forma e já ultrapassa os 100 metros

Com parte importante dos serviços já executada, a obra entrou na fase de montagem da mesoestrutura, etapa responsável por sustentar a parte principal da ponte.

Neste momento, equipes atuam na execução de pilares e vigas que darão suporte à superestrutura. Paralelamente, também segue o planejamento para a instalação dos tabuleiros restantes, fundamentais para a conclusão da travessia.

Até agora, mais de 107 metros já foram executados. Ao término dos trabalhos, a ponte deverá contar com cerca de 200 metros de comprimento e 10,4 metros de largura.

A estratégia adotada pela equipe técnica também busca minimizar novos impactos causados pelas chuvas. A intenção é adiantar parte das estruturas intermediárias antes de períodos tradicionalmente marcados pela elevação do rio, permitindo alternativas construtivas que reduzam a dependência de contenções provisórias.

Apesar da obra ainda não estar finalizada, os serviços considerados mais desafiadores já ficaram para trás.

Segundo o responsável técnico, os maiores obstáculos envolveram a execução das fundações diretamente no leito do Rio da Várzea, uma das fases mais sensíveis de uma construção deste porte.

O processo incluiu a instalação de estacas raiz ancoradas em rocha e a execução dos blocos de fundação, serviços que exigiram acompanhamento rigoroso das condições do terreno e do fluxo das águas.

De acordo com Bruno Martins, a etapa foi executada conforme os parâmetros técnicos previstos no projeto, assegurando a base necessária para suportar a nova estrutura.

Diferentemente da ponte anterior, a nova travessia foi projetada levando em conta cenários climáticos mais severos.

O projeto prevê uma distância de segurança de 1,87 metro acima do nível alcançado pela enchente de maio de 2024, medida que busca reduzir riscos em episódios futuros de cheia.

Além disso, a estrutura deverá apresentar maior resistência ao impacto de materiais transportados pela correnteza, como galhos, troncos e outros resíduos levados pela força da água.

Sistema construtivo muda para ampliar segurança

Outra diferença importante está no modelo estrutural adotado.

Enquanto a antiga ponte utilizava um sistema com apoios independentes, considerado mais vulnerável em situações extremas, a nova construção terá integração entre pilares, vigas e tabuleiros, formando um conjunto único em concreto armado e protendido.

A mudança, segundo os responsáveis pela obra, deve proporcionar maior estabilidade, ampliar a vida útil da ponte e reduzir futuras necessidades de manutenção.

Atualmente, entre 15 e 20 trabalhadores seguem mobilizados na execução da obra, número ajustado conforme a demanda de cada etapa.

Com o avanço da superestrutura e os principais desafios técnicos já superados, a expectativa é de que a ligação definitiva entre Rodeio Bonito e Saltinho volte a operar a partir de setembro, encerrando um período de interrupção iniciado após as enchentes de 2024.

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