A Seleção antes de estrear na Copa do Mundo está leve, engraçada. E é bom que todos tenhamos aproveitado isso, porque agora acabou.
A partir deste sábado, nada mais de ambiente leve, descontraído, cheio de sorrisos e brincadeiras em treinos e entrevistas coletivas. Às 19h, a Seleção recomeça uma luta que já dura duas décadas. São 24 anos desde o último título mundial, tempo demais para quem mais coleciona troféus da Copa. Contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela sexta vez será aberta a disputa pelo Hexa.
A pressão por títulos faz parte da Seleção. Todos os convocados já comentaram isso nas entrevistas coletivas. É bem provável que falem sobre isso entre eles também. Quem não quer sentir esse peso que peça para não vestir a amarelinha.
– O Brasil em qualquer competição entra para vencer. Temos jogadores nos melhores times do mundo. Nos clubes todos nos conhecem e nos sentimos respeitados. Estamos no bolo com os demais adversários – disse Bruno Guimarães.
Talvez seja essa a razão de uma suposta leveza. O Brasil não é favorito. O peso, supostamente, é menor do que em outras ocasiões. Mas aos poucos o cenário vai mudando.
A véspera do jogo já trouxe a mudança. O MD-1 (um dia para o match day) trouxe a tensão que faltava. Vini Jr, sempre tão risonho, alegre, solto, mal mostrou os dentes. Quando perguntado sobre a condição do Brasil para a Copa, respondeu:
– Chegamos para ser campeões. Estamos no nível das grandes equipes, temos grande jogadores, estamos evoluindo. Agora zera tudo, não importa quem ganhou Copa América, Eurocopa. O que importa é o que acontece daqui por diante. Estamos aqui para fazer uma grande competição.
Ancelotti completou:
– Não tem uma equipe claramente favorita. Creio que vai ser uma Copa do Mundo muito equilibrada, com muitos times podendo competir em igualdade.
Com seu jeitão bonachão italiano, respondendo em quatro línguas (e só não foi a sexta porque a Fifa pediu que ninguém perguntasse em espanhol por conta da tradução simultânea), tentou trazer um pouco de poesia:
– Quero aproveitar com alegria e felicidade. É um momento muito bonito da minha história.
Enquanto isso, na Times Square, uma multidão de brasileiros deixava o coração de Manhattan batendo em verde e amarelo. Na sexta-feira, só eles estão rindo. Ao longo do sábado, provavelmente nem eles. Mas no final da noite, oxalá, a festa seja para todos.
Sensação
Vento
Umidade





